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O que nos inspirou a criar este espaço foi resumido pelas palavras de JESUS em João 12:46 à 50, e foi também nossa primeira postagem. Espero que possamos cumprir o propósito desta obra, que é: levar a palavra e a verdade ao alcance de todos, e poder propiciar um espaço destinado à paz, à caridade, ao conforto e ao convívio dos cristãos. Segundo a URLmétrica estamos na posição 605.892 (antes 599.772º há 5 anos) no ranking do Brasil, entre vários milhões de sites existentes! Mas segundo o Google, são 1.113 visitas no mês passado. Obrigado aos mais de 59,2 mil visitantes nos 8 anos e 8 meses, numa média de 569 acessos por mês. Obrigado Jesus!
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A grandiosidade de DEUS

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Via láctea, presente divino

sábado, 6 de setembro de 2014

O DIFERENTE E O COERENTE - Pe. Zezinho 2012

Reproduzido na integra do site oficial do Pe. Zezinho


O DIFERENTE E O COERENTE


É sinal de sabedoria distinguir entre o velho e o ultrapassado, o novo e o certo, o diferente e o coerente. É falta sabedoria confundir santidade com novidade, ou com tradição. Santidade é questão de conteúdo e não de pirotecnias e olhos perdidos no infinito. Pode-se ser tocado pelo céu e profundamente místico, mantendo os olhos abertos para ver o que acontece ao nosso redor e perceber quem está precisando de nossa caridade.
Santo de olhos preferencialmente fechados é santo míope. Espera-se de quem crê em Deus e aceita Jesus Cristo como salvador, que saiba ler os acontecimentos e tenha preparo para ler os ponteiros e os números do painel da vida. Pseudo-piloto que senta no comando do avião mas não sabe ler aqueles ponteiros e números é tudo, menos piloto. De quem pretende voar e levar pessoas com ele espera-se que saiba ler os ventos, os mais de 200 dispositivos do painel, que conheça as leis da aerodinâmica e que saiba ouvir os outros pilotos do ar e os técnicos da terra. Quem voa sozinho e sem preparo não espere que Deus pilote o avião. Isso não é fé: é provocar Deus. A Bíblia é clara contra aqueles que inventam coisas e depois dizem que foi Deus quem disse ou quis. ( Jr 14,14; Mt 24,11). A coisa mais fácil do mundo é levar pessoas a crer como cremos. Também é fácil seguir um pregador que diz coisas gostosas e promete milagres e curas com garantia de data e local. Um expressivo número de seguidores de Jesus o abandonou quando ele disse algumas coisas difíceis de compreender ( Jo 6,64-67) Ele não retirou o que disse. Convidou os que ficaram a também irem embora, se estavam procurando conversa mole e fácil de seguir.
Paulo alerta Timóteo contra pregadores que se regem pelo aplauso. (2Tm 4,1-5).Disse claramente que no futuro muitos crentes cheios de comichão nos ouvidos correriam atrás de quem lhes coçasse os ouvidos com palavras agradáveis e promessas de solução vapt-vup e respostas pirlimpimpim acompanhados de pozinhos e objetos mágicos: toalhas, lencinhos, orações poderosas, óleo de Jerusalém, fronha dos sonhos, relíquia para fechar o corpo contra o demônio… Os objetos que poderiam servir para orar melhor tornam-se mágicos e a eles se atribui poderes que não têm. E não é coisa só de uma igreja; é de muitas, todas com pregadores que não primam pelo conteúdo da fé. Vale a sensação e o sensacional!
Correr atrás do diferente foi, desde sempre, o drama das religiões. Os hebreus, hoje judeus, lutaram e ainda lutam contra a mentalidade mágica de quem vai atrás da novidade e do diferente. Moises, irado, quebrou as tábuas da lei ( Ex 32,19) ao ver lá embaixo o povo a cultuar o diferente, porque o Javé que conheciam não estava resolvendo seus problemas. O irmão de Moisés ( Ex 32,35) criara um bezerro de ouro com ajuda do povo porque achava que o novo deus era a resposta que buscavam. (Ex 32,4) Estranhamente Moisés puniu os idólatras e não seu irmão que fora o mentor da idolatria! ( Ex 32,28).
Esse é o teu novo Deus, dizem os pregadores de todos os tempos. Quando não criam um novo Deus convencem os fiéis que o novo jeito de falar com Deus e de Deus é a resposta para as angústias do povo que quer respostas urgentes. Então canoniza-se algo não porque tem solidez, mas porque é novo e diferente!
O bezerro de outro idealizado pelo pregador Arão era a idolatria do novo, que é tão ruim quanto qualquer outra idolatria. Quando o urgente e o diferente sem pé nem cabeça entram no átrio dos templos o coerente costuma sair pela janela. Observe e conclua!

Pe. Zezinho scj