Bem vindos! O Senhor precisa de nós em sua obra, participe!

O que nos inspirou a criar este espaço foi resumido pelas palavras de JESUS em João 12:46 à 50, e foi também nossa primeira postagem. Espero que possamos cumprir o propósito desta obra, que é: levar a palavra e a verdade ao alcance de todos, e poder propiciar um espaço destinado à paz, à caridade, ao conforto e ao convívio dos cristãos. Segundo a URLmétrica estamos na posição 605.892 (antes 599.772º há 5 anos) no ranking do Brasil, entre vários milhões de sites existentes! Mas segundo o Google, são 1.113 visitas no mês passado. Obrigado aos mais de 59,2 mil visitantes nos 8 anos e 8 meses, numa média de 569 acessos por mês. Obrigado Jesus!
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A grandiosidade de DEUS

A grandiosidade de DEUS
Via láctea, presente divino

domingo, 10 de setembro de 2017

A pior das prisões

Muitos hoje estão privados de liberdade, em toda parte cresce a violência e criminalidade, e graças a isso prisões estão superlotadas, e se multiplicam, muitas em condições horríveis. Sofrimento e dor acompanham também os presos, encarcerados, e privados de liberdade.

Parte destes, ou outras tantas pessoas que não estão por trás de grades e muros, enfrentam contudo, uma forma de prisão ainda mais dolorosa e perversa, nem sempre clara e evidente, muitas vezes ignoradas pela sociedade, e para qual não há uma sentença definida e com prazo para cumprir, e que pode ser devastadora e definitiva para muitos. 

É a prisão da alma, do espírito, que nem sempre pode ser percebida ou compreendida, ainda que seja revelada por vidas imersas em pecados, sejam nos vícios de toda sorte e que tiram a dignidade e parte do que nos fazem humanos (sentimentos, respeito, consciência, fé, amor), ou se manifesta em doenças (como desequilibrios, depressão, ciúmes, pânico e loucura), ou em atitudes e ações más (violências, crimes, suicídios), e muitas outras evidências da perda de liberdade, e da servidão que transformar a alma e o indivíduo, profundamente, deformando pessoas e carateres, de forma tal que aflora um mal que dominam as escolhas e as ações, gerando consequências terríveis. 

Vidas inteiras se resumem a um espectro do que poderiam ser, marcadas por dores, tormentos, agressões ou sofrimentos, tornam-se ilusões ou contos irreais, muitas vezes alimentados por circunstâncias e meios artificiais (drogas, bebidas), ou relações doentias, com eventos não desejados e trágicos, privando sentidos, sentimentos e perspetivas, que resultam em escravidão (também manifestações mais comuns, como delinquência e prostituição), ou até perda de quase toda relação com o divino, em dados momentos, confundindo-se mesmo com algo que se aproximaria da representação da encarnação do mal, segundo os preceitos cristãos, de tão graves que possam ser os erros e atos decorrentes. 

Infelizmente é cada vez mais comum e banal, ver pessoas com vidas destruídas e aprisionadas interiormente, ainda que alguns se recusem a enxergar desta forma. Uma prisão sem portas nem grades, invisível e intensa, que sufoca o que é bom e saudável, mata pouco à pouco a inteligência e capacidade de pensar, sonhar e ter esperança, e que não resulta de uma sentença clara e determinada, mas de muitas e sucessivas escolhas e atitudes ruins, fruto de uma liberdade distorcida e sem limites, que desconhece, compromissos, verdade, respeito, fraternidade, bem, amor e Deus. Sustentada em egoísmo, desejos vãos, promiscuidade, ambição desmedida, corrupção, instintos lascivos, traições, mentiras, falsidades, ignorância, ilusões, fantasias, invejas, perturbação, medos e até formas de violências, e muitas outras manifestações do mal que costumam ser subestimadas, ignoradas ou quando não "cultuadas, valorizadas e propagadas" nas sociedades atuais, como requisitos ou características de destaque e sucesso para os seus membros, ou indicativo essencial de afirmação, autonomia e força que se deve almejar.

Não importa a forma, motivos, trajetórias ou efeitos, que podem se apresentar em quem se torna refém de tamanha pena, ou se depende bastante dos afetados um gesto na direção de uma possível libertação, é preciso despertar a consciência entre nós cristãos de que não podemos ficar inertes, calados e omissos, e precisamos fazer algo concreto por aqueles que sofrem com almas aprisionadas ou em processos de aprisionamento, e que se mostram ou revelam nas esquinas de todas as partes como bêbados, viciados, delinquentes de ruas em grupos marginais, na prostituição, no abandono e sem dignidade ou atributos e assistência que são dignas de um humano. Essa percepção também se faz necessária por nós, pelos riscos que causam a inércia capaz de ampliar as injustiças.

Denunciar a sociedade e sua indiferença para com os marginalizados e oprimidos, seus desvalores, multiplicadores de doenças do corpo, da mente e da alma (deformando pessoas e carateres). Escancarar a hipocrisia dos que concentram e esbanjam, condenar os que segregam e perseguem, os que usam "leis" para ferir e matar indefesos, ou usam o poder em benefício próprio enquanto multidões são submetidas a condições injustas, são coisas que devemos enfrentar e combater, como forma de previnir e evitar muitas das situações que levam pessoas comuns a várias formas de prisões. Temos os meios e formas pacíficas de fazer algo, a própria Igreja já nos mostra em suas denúncias e ações pastorais, que precisam ser apoiadas e contar com verdadeira participação de todos, até como forma de reverter tantos males que nos cercam, amedronta e oprimem, criando mais servos e prisioneiros, que enlouquecem ou se entregam em rotinas más que nos atingem.

Cristo já nos advertia e ensinava, sobre como devemos intervir e livrar-nos de tais situações, que dão origem a multidões de desalentados, desalmados e doentes do espírito, aprisionados, como os mencionados em parágrafos anteriores, pois não são novos os sentimentos, causas e razões que prendem o espírito ao pecado e ao mal, que distorcem pensamentos e liberdades, nem tão pouco os efeitos sobre as comunidades. Suas manifestações e o número dos que sofrem podem mudar, mas a essência ruim não, e está em geral, existe pela ausência de Deus nos corações aprisionados, algo que para evitar ou mudar, exige uma dose enorme de amor, fazer acontecer na vida dos cativos, gestos fraternos e includentes, sinceramente norteados pelos valores cristãos. Foi com esse propósito que Jesus nos deixou exemplos, de amor incondicional e verdadeiro, capaz de algo maior do que curar todas as feridas e males (mesmo da alma), de por em ordem todo desequilíbrio (da mente, do corpo e do espírito), chegando ao ponto de nos libertar de todo mal, do julgo do pecado por meio do perdão total, como diz textualmente muitos trechos dos evangelhos, frisando e alertando-nos para a pior das prisões, a que oprime a alma.

Lucas 4-9 (A atividade libertadora de Jesus)

Lucas 5:21-25

Os doutores da Lei e os fariseus começaram a pensar: "Quem é esse, que está falando blasfêmias? Ninguém pode perdoar pecados, porque só Deus tem poder para isso! "  Mas Jesus percebeu o que eles estavam pensando. Tomou então a palavra e disse: "Por que vocês pensam assim? O que é mais fácil? Dizer :'Seus pecados estão perdoados', ou dizer: 'Levante-se e ande'? Pois bem: para vocês ficarem sabendo que o Filho do Homem tem poder para perdoar pecados, - disse Jesus ao paralítico - eu ordeno a você: Levante-se, pegue a sua cama e volte para casa."  
No mesmo instante, o homem se levantou diante deles, pegou a cama onde estava deitado e foi para casa, louvando a Deus.


domingo, 6 de agosto de 2017

Em meio a dúvidas e decepções, o caminho é amar

Lembro de muitos momentos difíceis, muitos deles escolhas minhas, e às vezes me faz pensar se é este mesmo o caminho a seguir, se devo continuar perdoando quem insiste em nos magoar, em mentir e tratar com tão pouco zelo e apreço, os gestos sinceros de amor e cuidados, sentimentos que com certo esforço dedicamos a àqueles que já nos decepcionaram, ou ainda repetem comportamentos e atos ruins que ferem a nós e a si mesmos, sem perceber ou se importar em alimentar situações e ciclos negativos, com potencial de impedir nosso crescimento espiritual e pessoal, que nos afasta do bem, da paz e de uma vida equilibrada, também uns dos outros e de Deus, comprometendo relações e o futuro de todos.

Nessas horas vejo que não é fácil viver em Cristo, e passar por cima de desconfianças, mágoas, mentiras, traições, ou frequentes decepções e inseguranças que surgem a cada nova situação ruim, ainda que já estejamos calagedos e sejam elas meras repetições do que vivemos no passado. O fato é que muitas vezes ainda esperamos mais das pessoas, do que elas podem oferecer ou tem em si para nos dar, num tempo o qual não controlamos e não é compatível com nossos desejos e esperanças.

E quando isso acontece, recordo de momentos de minha relação com Cristo, a quem também retribuo com erros muitas vezes, alguns, repetidas vezes e com tamanho potencial para magoar e decepcionar, ou até nos afastar dele,  que por fim me faz cair a ficha diante de tudo que recebo de Jesus, que ao contrário do que merecemos, se  manifesta em bênçãos, em tantos gestos de misericórdia, de um amor sem igual e incondicional, tão intenso que resulta numa paz e num perdão que nos trás um enorme bem-estar, e uma sensação profunda de intimidade e acolhimento. 

Cristo ignora nossa prospenção a fazer coisas más, persiste em nos acolher e dar amor, sem cobrar mais do que somos capazes de oferecer agora, sem nos julgar nem abandonar a nossas rotinas e ciclos de confusões e perda de amor próprio, presente em nossos erros.

Cabe a nós recodar esse amor do Senhor e vencer as dúvidas, superar os momentos de provações que os irmãos, nossas escolhas e desejos, ou a vida nos impõem, entendendo e revivendo as boas coisas que ele nos concede apesar de nós, ignorando, não valorizando mais que o necessário, e esquecendo também o que nos fazem os outros, compreendendo que assim e por eles nos tornamos mais próximos de Jesus, da plenitude de seu amor, do Espírito Santo e de Deus. Precisamos amar de verdade, sermos maior que as tristezas, dores, desejos, impulsos, lembranças ou atos ruins aos quais somos expostos.

Não tem outro jeito ou melhor caminho, nos dias difíceis, perante as pessoas e situações incompreensíveis e ruins, ter paz, amar e esperar em Cristo é a melhor atitude a tomar.

Desejo-lhes:

Que a luz do Senhor Jesus, afaste toda forma de trevas em suas vidas; e não haja lugar para medo, desamor, decepção, tristezas, incertezas, invejas, traições, pecados e dores, doença, miséria, mentiras e injustiças. Deus lhe conceda amor, muita paz e harmonia, felicidade e verdade, numa vida ao lado dos que farão bem a você.




Antes de ttudo lembre-se do que disse o apóstolo Paulo:

II Coríntios 13:95

Examinem-se a si próprios e vejam se estão firmes na fé. Façam uma revisão de si mesmos. Será que vocês não reconhecem que Jesus Cristo está em vocês? A não ser que não passem na prova!

sábado, 15 de julho de 2017

Ainda sobre o compromisso

Como vimos, Cristo exige de nós compromissos, com o que nos transmitiu por meio de seu Evangelho, seja na perpetuação e transmissão dos valores, seja com gestos reais de amor manifestado por uma crença sincera, acompanhada de ações concretas e continuas.

Mas o Senhor exige compromisso também com o irmão e com a comunidade, com as relações e laços, com o simbolismo e significado daquilo que nossa Igreja classifica como sagrado, como uniões, como  vidas.  Por isso somos também responsáveis pelas construções familiares e sociais, individuais e coletivas,  e que remete à todos a uma boa prática cristã, ou podem nos distanciar de Cristo, quando não compreendemos ou pomos em prática esta percepção e os valores que devemos abraçar.

Isso dissemos no texto anterior públicado aqui, mas faz-se necessário deixar mais claro alguns dos pontos, assim sendo é preciso detalhar. Compromisso se manifesta também de forma simples e em situações próximas a nós. É preciso como cristão está comprometido com:

- a defesa da vida em todas as formas e momentos, seja ela embrionária ou infanto juvenil, seja ela terminal, seja uma vida que se afastou dos valores de Cristo e se encontra privada de liberdade, seja uma vida vivida nas ruas e esquinas, entregue a vícios, abandono e humilhações e ameaçada constantemente por violências, incompreensão e adversidades.  O respeito a dignidade da pessoa e a vida, é princípio básico do amor transmitido por Jesus, nós devemos ter sempre isto em mente e nos esforçar para que se concretize entre nós;

- também com a construção e manutenção de laços de família estáveis, verdadeiros e sinceros, baseado no amor no respeito, na compreensão, na fidelidade e no empenho mútuo de transformar nossos lares e famílias em uma pequena mas sólida igreja doméstica, firme e repleta de amor, onde as pessoas e membros se ajudam e se empenham em edificar um lugar comum saudável e acolhedor aos que dele partilham, procurando se entregar de fato a uma vida fraterna e guiada pelo bem, onde Cristo seja a essência e sustentáculo das relações e do lar, que se edifica a cada dia, e desta forma todos sejam fortalecidos e conduzidos à Deus.  Sendo o fruto deste compromisso um lar cristão, e exemplo para todos os demais, para a comunidade, levando a conhecerem o significado de uma vida em família, feliz, sólida e que seja espiritualmente equilibrada, e mostre a toda sociedade, o poder da Palavra de Deus nos lares cristãos por meio do verdadeiro amor;

- compromisso com a formação dos que estão próximos e dependem de nós, filhos, esposo ou esposa, parentes amigos, seja quanto a absorção de valores que contribuam a construção de uma sociedade baseada na ética cristã, com paz, verdade, justiça, fraternidade, igualdade, respeito, equilíbrio, por meio de uma prática religiosa contínua e crescente, e também pelo aprimoramento da educação e do conhecimento principalmente espiritual, e no uso das escrituras e evangelhos, de forma gerar maior participação e compromisso entre os que optaram por uma vida em Cristo;

- compromisso com a Igreja e a comunidade, respeitando os fundamentos que orientam nossa fé e nossa denominação religiosa, não pelas instituições em si, mas por serem instrumentos concedidos para partilharmos a unidade, a fraternidade, o amor e assim construirmos solidariamente e para todos as bases do Reino de Deus, desde já e a partir das nossas vidas aqui neste mundo, num exercício de evolução e "purificação", onde se firmem votos sinceros e que nos habilite a uma vida plena diferente da que estamos acostumados;

- compromisso com nossa humanidade, consolidando culturas e os fundamentos do que é belo em ser humano dotado de ciências e espírito, potenciais e habilidades, sentindos, sentimentos e emoções, sonhos e esperanças, preservando e ampliando o que podemos oferecer de melhor aos nossos irmãos, a nossa sociedade,  ao nosso planeta, depurando os maus hábitos e comportamentos destrutivos, que ameaçam a natureza e nossos biomas e paisagens, as muitas formas de vida e nossa existência, e nos levam a condutas que nos diminuem e ferem a alma profundamente.

Assim sendo, compromisso é reconhecimento da intimidade com Cristo, com o Espírito Santo, é destinar nossas forças e dedicação para estreitar nossos laços espirituais com o Salvador, através da consumação de uma vida pautada pelo amor, que não pode ser desprovido de uma ligação e esforço para servir, e viver de forma comprometida com a Palavra. É dar sentido a fé elevando sua concepção com a prática, com ações, que envolvem caridade, respeito, verdade, justiça, paz, equilíbrio, transformação, crescimento, dedicação, lealdade, partilha, integração, serviço,  amor, como frisamos em pontos já destacados, e com muito mais valores e sentimentos relacionados e não ditos aqui.

Considerar-se cristão, ainda que não adequadamente vinculado ou praticante de uma religião, e viver sem considerar a perspectivas de termos que agir de forma comprometida com Cristo, com seus ensinamentos e seu amor, com nossos entes e irmãos, com a nossa comunidade e nosso ambiente, seja uma forma enganosa de omissão e egoísmo, talvez e em algumas vezes, mais um meio de fugir de medos e limitações que alimentamos, ou uma outra forma de esconder a incapacidade de reconhecer que nossa visão é distorcida e limitada. Constitui-se ainda numa forma pouco matura de fé, onde causamos feridas as nossas almas e de outros, com testemunhos e gestos de rompimento e quebra de compromissos, sempre conduzindo a divisão, separações dolorasas, com comportamentos contrários a edificação do amor e da vida em Cristo, onde só sua misericórdia e grandeza no acolher, curar e perdoar, oriunda de Deus, pode desculpar nossas omissões e falhas ao não abraçar uma vida verdadeira, plena, onde compromissos, se fazem indispensáveis e necessários a relação cristã.

JOÃO 12:26

Se quer servir a mim, que me siga. E onde eu estiver, aí também estará o meu servo. Se alguém serve a mim, o Pai o honrará.

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Encontro celebrando anianiversário
da OSCJ - IGARASSU PE Mai/17 
Nos 500 anos do manifesto protestante de Lutero, cabe lembrar um dos seus princípios e base da religião e correntes que fundou ou influenciou:

Lutero defendia: a salvação só pela fé pode ser alcançada.

Mas essa percepção como tal, como lembra nossa Igreja, não é apropriada, e cita passagens dos ensinamentos bíblicos, dentre os quais Thiago 2:14-19.

Nós católicos defendemos que só a fé não basta, e as ações são necessárias,  e que pela graça ou misericórdia (algo profundo e grandioso do amor de Jesus e do Pai), podemos alcançar a salvação. A fé como lembra Paulo é importante, um motor que contribui para transformações necessárias, mas não totalmente suficiente para uma vida em Cristo.

Thiago 2:14-19

Meus irmãos, se alguém diz que tem fé, mas não tem obras, que adianta isso? Por acaso a fé poderá salvá-lo? Por exemplo: um irmão ou irmã não tem o que vestir e lhes falta o pão de cada dia. Então alguém de vocês diz para eles: "Vão em paz, se aqueçam e comam bastante"; no entanto, não lhes dá o necessário para o corpo. Que adianta isso? Assim também é a fé: sem as obras, ela está completamente morta.

Alguém poderia dizer ainda: "Você tem a fé, e eu tenho as obras." Pois bem! Mostre-me a sua fé sem as obras, e eu; com as minhas obras, lhe mostrarei a minha fé. Você acredita que existe um só Deus? Muito bem! Só que os demônios também acreditam, e tremem!

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Uma igreja brasileira

Há 40 anos o servidor público Edir Macedo fundou a Igreja Universal do Reino de Deus, uma comunidade dita cristã onde se evidencia contradições e cabe questionamento segundo a visão católica e mesmo de outras denominações pentecostais. No cerne da questão estão práticas tidas por excessivamente vinculadas a um "comércio da fé", dentre outros aspectos, onde se exploram e adotam "rituais" de "purificação de objetos e coisas" que são "distribuídos" em fortes campanhas de arrecadação e com apelos financeiros que beiram a coação ou chantagens, e a titulo de resultados duvidosos e distantes do que as igrejas cristãs tradicionais consideram importantes e valiosos para a espiritualidade.  Em alguns momentos é forte e presente a ideia de intimidade com Deus, distorcida e medida pela prosperidade ou pelos bens que o fiel possui e acumula, com a necessidade de retribuir generosamente a instituição religiosa e as elites de pregadores, contrariando princípios da Palavra.

Ex-bispo denuncia esquema ilegal da Igreja Universal com a fogueira santa - Jornal GGN 15.08.2016

Uma das questões além da visão mercenária, atribuída a cúpula da Universal, é adoção de símbolos comuns a fé judaica e ao seu passado, com a valorização de símbolos ancestrais e com criação de réplicas da Arca da Aliança, ou do Templo de Salomão, que parece implicar num regresso de culto que não valoriza o papel e importância de Cristo, enquanto Salvador e símbolo maior da nova aliança com Deus, consumada com o sacrifício anunciado e definitivo, que viabilizou o perdão pelo amor e entrega total de Cristo na cruz.

Longe de nós julgarmos a boa fé dos fieis que se prestam aos cultos na igreja, muito menos pressupor que Deus, ou Cristo em sua misericórdia faz distinção e exclusão entre os que de coração o amam, ou considerarmos pouco legítimos os apelos e a aflições de algum servo apenas por sua denominação religiosa. Ao contrário,  chamamos a atenção destes humildes, apenas contra a ação dos falsos pastores, hipócritas, que preocupados em engordar e enriquecer, desviam os mais humildes e os afastam de Deus por ambição. Dando exemplos ruins e negando a obra de Jesus ao usarem os pequeninos de tal forma.