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O que nos inspirou a criar este espaço foi resumido pelas palavras de JESUS em João 12:46 à 50, e foi também nossa primeira postagem. Espero que possamos cumprir o propósito desta obra, que é: levar a palavra e a verdade ao alcance de todos, e poder propiciar um espaço destinado à paz, à caridade, ao conforto e ao convívio dos cristãos. Segundo a URLmétrica estamos na posição 605.892 (antes 599.772º há 5 anos) no ranking do Brasil, entre vários milhões de sites existentes! Mas segundo o Google, são 1.113 visitas no mês passado. Obrigado aos mais de 59,2 mil visitantes nos 8 anos e 8 meses, numa média de 569 acessos por mês. Obrigado Jesus!
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A grandiosidade de DEUS

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Via láctea, presente divino

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Palavras oportunas do Papa Francisco, proferidas e divulgadas hoje, 25.06.2015


Papa: não aos pastores que falam demais e ouvem pouco





Papa Francisco durante a Santa Missa na Casa Santa Marta - OSS_ROM


25/06/2015 11:06

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Cidade do Vaticano (RV) – As pessoas sabem quando um pastor tem a coerência que lhe dá autoridade. É uma das passagens da homilia de Francisco na missa da manhã desta quinta-feira, (25/06) na Casa Santa Marta, toda focada na distinção entre os verdadeiros pregadores do Evangelho e os “pseudoprofetas”.


O povo segue admirado Jesus porque Ele ensina como alguém que tem autoridade e não como os escribas. O Papa Francisco desenvolveu a sua homilia partindo do Evangelho de hoje e observou imediatamente que as pessoas percebem, sabem “quando um sacerdote, um bispo, um catequista, um cristão possui a coerência que lhe dá autoridade”. Jesus, disse o Papa, “adverte seus discípulos” para estarem atentos aos “falsos profetas”. Em seguida, ele explica como discernir “onde estão os verdadeiros profetas e onde estão os pseudoprofetas”, “onde estão os verdadeiros pregadores do Evangelho e onde estão aqueles que pregam um Evangelho que não é Evangelho”.


Falar, fazer, ouvir


Há três palavras-chave para compreender isto, disse o Papa: “falar, fazer, e ouvir”. Antes de tudo, retomou a advertência de Jesus: “Nem todo aquele que me diz: 'Senhor, Senhor', entrará no Reino dos Céus”:


“Esses falam, fazem, mas lhes falta outra atitude, que é a base, que é o próprio fundamento do falar, do fazer: a eles falta o ouvir. Por isso, continua Jesus: “Aquele que ouve estas minhas palavras e as põe em prática”: o binômio falar-fazer não é suficiente ... nos engana, tantas vezes nos engana. E Jesus muda e diz: o binômio é outro, ouvir e fazer, colocar em prática: ‘quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática será semelhante a um homem sábio que edificou a sua casa sobre a rocha”.


Cuidar-se dos “pseudoprofetas”


Em vez disso, prosseguiu, “aquele que ouve as palavras, mas não as faz suas, as deixa passar, isto é, não ouve seriamente e não as põe em prática, será como aquele que constrói sobre a areia”. E, disse, “sabemos bem o resultado”:


“Quando Jesus adverte as pessoas para tomarem cuidado com os pseudoprofetas, Ele diz: ‘É pelos seus frutos que os reconhecereis’. Portanto, de seus comportamentos: muitas palavras, falam, fazem prodígios, fazem coisas grandes, mas não têm o coração aberto para ouvir a Palavra de Deus, têm medo do silêncio da Palavra de Deus e estes são os ‘pseudocristãos’, os ‘pseudopastores’. É verdade, fazem coisas boas, mas lhes falta a rocha”.


Os pastores mundanos falam muito e ouvem pouco


“Falta-lhes a rocha do amor de Deus, a rocha da Palavra de Deus. Sem esta rocha não podem profetizar, não podem construir: fazem de conta, porque no final tudo desaba”, disse o Papa. “São os pseudopastores, os pastores mundanos, os pastores ou cristãos que falam muito, que têm medo do silêncio, talvez fazem muito, mas são incapazes de construir dessa escuta, fazem a partir do que falam, não de Deus.”


“Recordamos estas três palavras, são um sinal: fazer, ouvir e falar. Uma pessoa que fala e faz, somente, não é um verdadeiro profeta, não é um verdadeiro cristão, e no final tudo irá desabar: não está fundamentada na rocha do amor de Deus, não é firme como a rocha. Uma pessoa que sabe ouvir e depois de ouvir faz, com a força da palavra de outro, não da sua, esta pessoa permanece firme, não obstante seja humilde, não seja importante. Existem muitas dessas pessoas grandes na Igreja! Quantos bispos, sacerdotes e fiéis grandes que sabem ouvir e depois de ouvir agem!”


O Papa citou como exemplo de nossos dias Madre Teresa de Calcutá que “não falava, e no silêncio soube escutar e fez muito”. “Nem ela e nem a sua obra desabaram. Os grandes sabem ouvir e depois fazem porque a sua confiança e a sua força estão na rocha do amor de Jesus Cristo”. “A fraqueza de Jesus que de forte se fez fraco para nos tornar fortes nos acompanhe nesta celebração e nos ensine a ouvir e a construir dessa escuta, não de nossas palavras”, concluiu Francisco. (SP/MJ)


Reproduzida da página da Rádio Vaticano em: 

Recomendamos acessar o link e ouvir o áudio das palavras do Papa Francisco.

sábado, 13 de junho de 2015

Festas juninas no Nordeste

Nas festas juninas típicas do Nordeste, há uma tradição que já não é muito próxima aos aspectos religiosos que as motivaram no passado, mas que não deixam de ser um belo momento da cultura brasileira.

A Igreja Católica e os santos juninos - Fundação Nazaré 08.06.2012

Fogueiras juninas - Wikipédia

Cortejo de São João - Recife, G1 27.06.2013


Procissão de São João (tradição católica), Piauí Brasil - foto Google Imagem

Procissão de S. João em comunidade na Ilha de Cabo Verde,
 e Brava e Fogo (parecidas com as que ocorrem no Brasil) - foto Google Imagem 

Muito semelhante as festas populares ocorridas em outras nações onde há forte influência católica, já não conservam os mesmos aspectos celebrativos mantidos até bem pouco tempo, ou ainda presentes em especial nas pequenas comunidades e cidades mais remotas e interioranas do Brasil.

Festa de rua, com shows, etc. Lauro de Freitas BA - Blogando Notícia, 2012.

Nas modernas cidades e nos maiores centros, hoje prevalecem as festas profanas, onde o consumismo e o mundano substituem o religioso e espiritual,  e pouco se conserva das características e tradições antigas, 

O distanciamento citado, em parte pelas mudanças sociais ocorridas ao longo dos tempos, e com os novos hábitos e "valores", mostram também o quanto são danosas as alterações que causam a banalização de símbolos, valores e tradições religiosas, que desaparecem quase que por inteiro em meio a novas manifestações por vezes totalmente desvinculadas das origens e motivações iniciais.

Neste período os católicos relembram, celebram e respeitam a memória de alguns nomes importantes, como Santo Antônio, e os mártires São João Batista, o profeta, e do Apóstolo Pedro um dos alicerces da Igreja. Que nas festas seriam honrados por sua dedicação a Cristo e a Igreja, entregando-se plenamente a eles.

Há razões para celebrarmos, manter viva as tradições e as origens do cristianismo e da Igreja enquanto corpo de Cristo é uma delas, em busca da união e da vivência no amor concretamente, algo que é ameaçado constantemente até mesmo por alguns outros irmãos cristãos.

Houve tempos em que alguns protestantes contestavam até a morte destes mártires (como a de Pedro, que segundo interpretações defendidas por precursores protestantes, defendiam que o apóstolo nunca foi a Roma). São riscos da desinformação e das distorções que são semeadas, com ou sem este propósito inicial, ou mesmo das banalizações da história e das tradições cristãs perpetradas com ajuda de quem menospreza e não vive seus valores.

Aproveitando o momento, lembramos algo que era comum aos santos, além da morte e entrega pela causa, a humildade e clareza de sua missão, que fez mesmo João diante da presença de Jesus e do significado de sua vida e paixão, não se considerar digno de sequer desatar as suas sandálias, ou como Pedro que após tantas demonstrações de amor a Cristo, confrontado com o inevitável que o levaria a onde não desejava ir, reconhecer em si a pouca dignidade para morrer da mesma forma que o Salvador, cujo gesto tão grande não encontra em nenhum outro martírio uma similaridade perfeita.

Mateus 03:11

Eu batizo vocês com água para a conversão. Mas aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu.  E eu não sou digno de tirar-lhes as sandálias. Ele é quem batizará vocês com o Espírito Santo e com o fogo. 

São João (Mateus 03:11) e São Pedro reconheciam a grandeza de Cristo e os riscos de atribuírem a si tamanho ato, ou igualarem sua vida e sofrimento ao do Senhor, banalizando os valores e o amor pleno só visto em Cristo, sem máculas, sem igual, guardando assim o sentido maior dos fatos e protegendo-os de um futuro de esquecimento e desvirtuamento.
Mortes e mártires há muitos na história da Igreja e dos cristãos, sofrimento e dor, e haverá até o nosso fim na terra, há muito o que compreender e respeitar em todos os sofrimento e martírios, vividos pelos homens, santos ou não, justos, inocentes ou culpados, bons ou maus, mas em nenhum deles encontramos a perfeição que há na trajetória de Cristo até a cruz.

Relembrar é importante, compreender também, mais ainda acreditar em tudo o que fez Jesus, é parte da aceitação dele em nossas vidas, e perpetuar com respeito seus gestos e sua memória ajuda a manter acesa as razões de sua vinda, de sua existência em nós, mas mesmo isto deve conter o valor e verdade necessária, pois não há versões de Cristo (pleno e único, nas palavras, atos e amor).

Banalizar ou simplesmente transforma-lo num objeto de caricatura, desdém, por gestos menores, ou mesmo nivelar nossas angústias carregadas de erros e mentiras, em algo semelhante ao que viveu Jesus (inocente, puro, verdadeiro e sem falhas, erros, vícios e males), e que foi por nós vitimado, imolado. Se não for um exagero, um abuso ou absurdo é no mínimo fruto de mais uma mentira semeada em meio a nós, para justificar-nos ou não, mas que pode levar-nos a uma visão menor de Cristo. Infelizmente vemos isto muitas vezes, com pouco respeito ao divino, até entre religiosos que dizem servir ou compreender sua missão. Como então não vê-los entre os comuns?

Nós cristãos não devemos nos adaptar simplesmente e nos conformar com as formas correntes de percepção que o mundo nutre sobre o que para nós é valoroso, não podemos abrir mão dos valores e tradições que ajudam a edificar nossas vidas, devemos preservá-los vivendo-os corretamente, pelo amor e na verdade, e não fazer destes motivos para nos afastar dos demais e mesmo de Cristo, colocando em nós ódio, rancor, preconceito ou outros males que surgem com a incompreensão.

sábado, 6 de junho de 2015

Celebrando Corpus Christi e a Eucaristia


Corpus Domini ou Corpus Christis, momento em que cada um de nós católicos podemos reforçar nossa crença no milagre que transforma e salva pela fé, cujo ponto alto é a Eucaristia, quando o Senhor se faz alimento em um dos seus gestos concretos de entrega e esvaziamento de sua superior existência, em prol de uma total comunhão conosco, quando o pão se faz carne e o vinho se faz sangue, e por meio deste mistério milagroso Cristo manifesta-se presente em nós.

Imagem obtida do Google Imagem
Como disse Jesus, em João 06:51

- E Jesus continuou: "Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem come desse pão viverá para sempre. E o pão que eu vou dar é a minha própria carne, para que o mundo tenha vida." 

Algo tão significativo e necessário que o Senhor fez repetir e transmitir sua importância, destacando e ensinando aos que esperançosos e sedentos por seu amor o seguiam e o ouviam com atenção, tentando encontrar o caminho da libertação de todo o mal.

Jesus compreendia a limitação e  a ignorância humana que exigia dele uma intervenção terna. mesmo que firme e segura, de uma forma incansável e efetiva pela coerência entre as palavras e gestos, destinados e esperados até entre os mais próximos a ele, como um bom mestre nos ensina com paciência e sabedoria, Cristo sabe o momento adequado de enfatizar sua mensagem salvífica. 

E outra vez quando da celebração da Páscoa entre os judeus, em tempo de estabelecer uma nova aliança onde ele se oferece humilde e voluntariamente como oferta perfeita, o cordeiro sem mácula num sacrifício definitivo e perfeito, aceito pelo Pai, para o perdão dos pecados do mundo e pela salvação de todos que acreditarem em sua ação redentora, e a buscam em seus gestos de amor e palavras, como as que ratificam a sua pré-destinação e entrega, presentes em:

Lucas 22:14-20

Quando chegou a hora, Jesus se pôs à mesa com os apóstolos. E disse: "Desejei muito comer com vocês está ceia pascal, antes de sofrer. Pois eu lhes digo: nunca mais a comerei, até que ela se realize  no Reino de Deus." Então Jesus pegou o cálice, agradeceu a Deus e disse: "Tomem isto e repartam entre vocês: pois eu lhes digo que nunca mais beberei do fruto da videira, até que venha o Reino de Deus."
A seguir, Jesus tomou um pão, agradeceu a Deus, o partiu e distribuiu a eles, dizendo. "Isto é o meu corpo, que é dado por vocês. Façam isto em memória de mim." Depois da ceia, Jesus fez o mesmo com o cálice, dizendo: "Este cálice é a nova aliança do meu sangue que é derramado por vocês."

Cabe a nós acreditar e seguir as palavras de Jesus, independente do simbolismo dos gestos, pois como não crer na força salvadora que emana de Cristo e na sua capacidade de entrega plena e pura, capaz sim, de fazer-se em nós presente, ser um alimento santo que nos trás a força necessária pelo seu sagrado corpo, nos revigora e purifica na caminhada e na luta pela total libertação do pecado, que nos cerca e por vezes domina, estando intimamente em nós.

Cristo é o filho precioso de Deus, que não exita em ser plenamente unido aos que amam e buscam o Pai, estar nele e ser com ele um só. Na sua caminhada os milagres que realizava estavam repletos de simbolismos e destinavam-se a uma mensagem universal e eterna, mas também a um gesto de intimidade pessoal com ele. Corpus Christis nos faz lembrar Jesus, assim também é a Eucaristia, que nos aproxima dele a ponto do milagre ocorrer em nós, estando Jesus presente como o alimento que realmente necessitamos.

Já não é necessário o sacrifício de animais como faziam os judeus da antiga aliança, o alimento perfeito é Cristo, o Corpo de Cristo, que como nos disse foi dado por nós, para nossa salvação .

Já não recorremos ao sangue de vítimas, pois o sangue de Jesus, é aquele que afasta o Exterminador de nossas vidas (e este não pode nos subjugar impondo-nos a segunda morte), e diferentemente dos judeus que puseram nos umbrais das portas, nós recebemos o sangue do Senhor em forma de vinho, que representa a nova aliança em Cristo, que passa habitar em nossos corações.
        
Celebremos então Corpus Christis em memória de Jesus, e como nos recomendou o próprio, celebremos a Eucaristia como forma de recebê-lo intimamente, com respeito, responsabilidade e sinceridade, mas sem medos, sem pensarmos na nossa indignidade, pois o Senhor nos conhece profundamente e veio para ser o alimento e a cura que necessitamos. Jesus espera apenas que estejamos abertos a sua presença desejando sua manifestação milagrosa em nós, ele deseja que queiramos estar em comunhão com ele, para então por meio dele e do Espírito Santo, podermos agir concretamente da forma que nos ensinou, que conduz por meio da fé e do amor até ao Reino de Deus.