Bem vindos! O Senhor precisa de nós em sua obra, participe!

O que nos inspirou a criar este espaço foi resumido pelas palavras de JESUS em João 12:46 à 50, e foi também nossa primeira postagem. Espero que possamos cumprir o propósito desta obra, que é: levar a palavra e a verdade ao alcance de todos, e poder propiciar um espaço destinado à paz, à caridade, ao conforto e ao convívio dos cristãos. Segundo a URLmétrica estamos na posição 605.892 (antes 599.772º há 5 anos) no ranking do Brasil, entre vários milhões de sites existentes! Mas segundo o Google, são 1.113 visitas no mês passado. Obrigado aos mais de 59,2 mil visitantes nos 8 anos e 8 meses, numa média de 569 acessos por mês. Obrigado Jesus!
FELIZ 2019 A TODOS QUE NOS VISITAM!

A grandiosidade de DEUS

A grandiosidade de DEUS
Via láctea, presente divino

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Sal e luz

Aos irmãos cristãos, lembrem-se, precisamos ser sal e luz disse-nos Jesus!

Ser sal e luz é viver na prática os ensinamentos de Jesus, a todo momento e em toda situação.

Não podemos nos conformar as situações do mundo, cabe a nós dar sabor a vida e guiar à todos com uma forma coerente de ser cristão, pelo amor e pela verdade, com fé e esperança no Senhor, sem no entanto parar de edificar o Reino em cada ação nossa por mais simples que possa parecer, isto é ser luz para o mundo.

No vazio em que vivem muitos, que não podem se deparar com o silêncio e a intimidade do convívio com os irmãos, sem serem provocados em seu íntimo a rever suas formas de vida e suas escolhas, distorcidas pelo pecado e pela maldade, que leva a iniquidade e ao egoísmo, construídos nas idolatrias (ao prazer, ao dinheiro, a vaidade, ao poder), numa vida sem gosto, sem algo consistente e que faça a verdadeira diferença.

Algo que os motiva a viver numa uniformidade de pensamento e atitudes da moda, adaptados a uma falsa forma de vida, uma mentira que destrói e joga tantos na depressão e em caminhos de morte, por drogas, vícios, bebidas, prostituição e adultério, tantas violências, entorpecidos pelas festas e baladas, por finais de semana mal aproveitados ao lado de muitos que não edificam valores e o que alimenta a alma, sem raízes e famílias, sem sustentação e paz, sem Jesus Cristo e sua palavra, para assim serem pisados pelos homens.

Cabe ao cristão verdadeiro pelo seu exemplo, sem hipocrisia ou pressões, sem simbolismos superficiais, apenas com sua forma de viver e servir a Jesus, ser a diferença mediante a alegria sincera e duradoura de quem está com Cristo (mesmo em meio a dificuldades), que dá sentido e sabor a vida (sendo o sal que distingui e preserva), mas também pela obediência e coerência a mensagem de amor maior, amor de Deus, que não necessita de futilidades e nada que nos faça perder a lucidez e equilíbrio, transformar-se em luz e brilho para os seus e todos os demais, a ponto de iluminar àqueles que estão nas trevas do mundo e de suas sociedades pervertidas, nas quais estamos nós para servirmos, para sermos com a graça do Espírito Santo a luz que faz as trevas se dissiparem e assim permitir que os que sob ela estão, possam enxergar Jesus e o caminho para a Vida.

Mateus 05:13-16

Vocês são o sal da terra. Ora, se o sal perde o gosto, com que poderemos salgá-lo? Não serve para mais nada: serve só para ser jogado fora e ser pisado pelos homens.
Vocês são a luz do mundo. Não pode ficar escondida uma cidade construída sobre um monte. Ninguém acende uma lâmpada para colocá-la debaixo da vasilha, e sim para colocá-la no candeeiro, onde ela brilha para todos os que estão em casa. Assim também: que a luz de vocês brilhe diante dos homens, para que eles vejam as boas obras que vocês fazem, e louvem o Pai de vocês que está no céu.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma 2014

Reproduzido do portal da Canção Nova

Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma 2014
MENSAGEM

Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma 2014
Terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
Boletim da Santa Sé
Fez-Se pobre, para nos enriquecer com a sua pobreza (cf. 2 Cor 8,9)
Queridos irmãos e irmãs!
Por ocasião da Quaresma, ofereço-vos algumas reflexões com a esperança de que possam servir para o caminho pessoal e comunitário de conversão. Como motivo inspirador tomei a seguinte frase de São Paulo: « Conheceis bem a bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, Se fez pobre por vós, para vos enriquecer com a sua pobreza » (2 Cor 8,9). O Apóstolo escreve aos cristãos de Corinto encorajando-os a serem generosos na ajuda aos fiéis de Jerusalém que passam necessidade. A nós, cristãos de hoje, que nos dizem estas palavras de São Paulo? Que nos diz, hoje, a nós, o convite à pobreza, a uma vida pobre em sentido evangélico?
1. A graça de Cristo
Tais palavras dizem-nos, antes de mais nada, qual é o estilo de Deus. Deus não Se revela através dos meios do poder e da riqueza do mundo, mas com os da fragilidade e da pobreza: « sendo rico, Se fez pobre por vós ». Cristo, o Filho eterno de Deus, igual ao Pai em poder e glória, fez-Se pobre; desceu ao nosso meio, aproximou-Se de cada um de nós; despojou-Se, « esvaziou-Se », para Se tornar em tudo semelhante a nós (cf. Fil 2,7; Heb 4,15). A encarnação de Deus é um grande mistério. Mas, a razão de tudo isso é o amor divino: um amor que é graça, generosidade, desejo de proximidade, não hesitando em doar-Se e sacrificar-Se pelas suas amadas criaturas. A caridade, o amor é partilhar, em tudo, a sorte do amado. O amor torna semelhante, cria igualdade, abate os muros e as distâncias. Foi o que Deus fez connosco. Na realidade, Jesus « trabalhou com mãos humanas, pensou com uma inteligência humana, agiu com uma vontade humana, amou com um coração humano. Nascido da Virgem Maria, tornou-Se verdadeiramente um de nós, semelhante a nós em tudo, excepto no pecado » (ConC. ECum. Vat. II, Const. past. Gaudium et spes, 22).
A finalidade de Jesus Se fazer pobre não foi a pobreza em si mesma, mas – como diz São Paulo – « para vos enriquecer com a sua pobreza ». Não se trata dum jogo de palavras, duma frase sensacional. Pelo contrário, é uma síntese da lógica de Deus: a lógica do amor, a lógica da Encarnação e da Cruz. Deus não fez cair do alto a salvação sobre nós, como a esmola de quem dá parte do próprio supérfluo com piedade filantrópica. Não é assim o amor de Cristo! Quando Jesus desce às águas do Jordão e pede a João Baptista para O baptizar, não o faz porque tem necessidade de penitência, de conversão; mas fá-lo para se colocar no meio do povo necessitado de perdão, no meio de nós pecadores, e carregar sobre Si o peso dos nossos pecados. Este foi o caminho que Ele escolheu para nos consolar, salvar, libertar da nossa miséria. Faz impressão ouvir o Apóstolo dizer que fomos libertados, não por meio da riqueza de Cristo, mas por meio da sua pobreza. E todavia São Paulo conhece bem a « insondável riqueza de Cristo » (Ef 3,8), « herdeiro de todas as coisas » (Heb 1,2).
Em que consiste então esta pobreza com a qual Jesus nos liberta e torna ricos? É precisamente o seu modo de nos amar, o seu aproximar-Se de nós como fez o Bom Samaritano com o homem abandonado meio morto na berma da estrada (cf. Lc 10,25-37). Aquilo que nos dá verdadeira liberdade, verdadeira salvação e verdadeira felicidade é o seu amor de compaixão, de ternura e de partilha. A pobreza de Cristo, que nos enriquece, é Ele fazer-Se carne, tomar sobre Si as nossas fraquezas, os nossos pecados, comunicando-nos a misericórdia infinita de Deus. A pobreza de Cristo é a maior riqueza: Jesus é rico de confiança ilimitada em Deus Pai, confiando-Se a Ele em todo o momento, procurando sempre e apenas a sua vontade e a sua glória. É rico como o é uma criança que se sente amada e ama os seus pais, não duvidando um momento sequer do seu amor e da sua ternura. A riqueza de Jesus é Ele ser o Filho: a sua relação única com o Pai é a prerrogativa soberana deste Messias pobre. Quando Jesus nos convida a tomar sobre nós o seu « jugo suave » (cf. Mt 11,30), convida-nos a enriquecer-nos com esta sua « rica pobreza » e « pobre riqueza », a partilhar com Ele o seu Espírito filial e fraterno, a tornar-nos filhos no Filho, irmãos no Irmão Primogénito (cf. Rm 8,29).
Foi dito que a única verdadeira tristeza é não ser santos (Léon Bloy); poder-se-ia dizer também que só há uma verdadeira miséria: é não viver como filhos de Deus e irmãos de Cristo.
2. O nosso testemunho
Poderíamos pensar que este « caminho » da pobreza fora o de Jesus, mas não o nosso: nós, que viemos depois d’Ele, podemos salvar o mundo com meios humanos adequados. Isto não é verdade. Em cada época e lugar, Deus continua a salvar os homens e o mundo por meio da pobreza de Cristo, que Se faz pobre nos Sacramentos, na Palavra e na sua Igreja, que é um povo de pobres. A riqueza de Deus não pode passar através da nossa riqueza, mas sempre e apenas através da nossa pobreza, pessoal e comunitária, animada pelo Espírito de Cristo.
À imitação do nosso Mestre, nós, cristãos, somos chamados a ver as misérias dos irmãos, a tocá-las, a ocupar-nos delas e a trabalhar concretamente para as aliviar. A miséria não coincide com a pobreza; a miséria é a pobreza sem confiança, sem solidariedade, sem esperança. Podemos distinguir três tipos de miséria: a miséria material, a miséria moral e a miséria espiritual. A miséria material é a que habitualmente designamos por pobreza e atinge todos aqueles que vivem numa condição indigna da pessoa humana: privados dos direitos fundamentais e dos bens de primeira necessidade como o alimento, a água, as condições higiénicas, o trabalho, a possibilidade de progresso e de crescimento cultural. Perante esta miséria, a Igreja oferece o seu serviço, a sua diakonia, para ir ao encontro das necessidades e curar estas chagas que deturpam o rosto da humanidade. Nos pobres e nos últimos, vemos o rosto de Cristo; amando e ajudando os pobres, amamos e servimos Cristo. O nosso compromisso orienta-se também para fazer com que cessem no mundo as violações da dignidade humana, as discriminações e os abusos, que, em muitos casos, estão na origem da miséria. Quando o poder, o luxo e o dinheiro se tornam ídolos, acabam por se antepor à exigência duma distribuição equitativa das riquezas. Portanto, é necessário que as consciências se convertam à justiça, à igualdade, à sobriedade e à partilha.
Não menos preocupante é a miséria moral, que consiste em tornar-se escravo do vício e do pecado. Quantas famílias vivem na angústia, porque algum dos seus membros – frequentemente jovem – se deixou subjugar pelo álcool, pela droga, pelo jogo, pela pornografia! Quantas pessoas perderam o sentido da vida; sem perspectivas de futuro, perderam a esperança! E quantas pessoas se vêem constrangidas a tal miséria por condições sociais injustas, por falta de trabalho que as priva da dignidade de poderem trazer o pão para casa, por falta de igualdade nos direitos à educação e à saúde. Nestes casos, a miséria moral pode-se justamente chamar um suicídio incipiente. Esta forma de miséria, que é causa também de ruína económica, anda sempre associada com a miséria espiritual, que nos atinge quando nos afastamos de Deus e recusamos o seu amor. Se julgamos não ter necessidade de Deus, que em Cristo nos dá a mão, porque nos consideramos auto-suficientes, vamos a caminho da falência. O único que verdadeiramente salva e liberta é Deus.
O Evangelho é o verdadeiro antídoto contra a miséria espiritual: o cristão é chamado a levar a todo o ambiente o anúncio libertador de que existe o perdão do mal cometido, de que Deus é maior que o nosso pecado e nos ama gratuitamente e sempre, e de que estamos feitos para a comunhão e a vida eterna. O Senhor convida-nos a sermos jubilosos anunciadores desta mensagem de misericórdia e esperança. É bom experimentar a alegria de difundir esta boa nova, partilhar o tesouro que nos foi confiado para consolar os corações dilacerados e dar esperança a tantos irmãos e irmãs imersos na escuridão. Trata-se de seguir e imitar Jesus, que foi ao encontro dos pobres e dos pecadores como o pastor à procura da ovelha perdida, e fê-lo cheio de amor. Unidos a Ele, podemos corajosamente abrir novas vias de evangelização e promoção humana.
Queridos irmãos e irmãs, possa este tempo de Quaresma encontrar a Igreja inteira pronta e solícita para testemunhar, a quantos vivem na miséria material, moral e espiritual, a mensagem evangélica, que se resume no anúncio do amor do Pai misericordioso, pronto a abraçar em Cristo toda a pessoa. E poderemos fazê-lo na medida em que estivermos configurados com Cristo, que Se fez pobre e nos enriqueceu com a sua pobreza. A Quaresma é um tempo propício para o despojamento; e far-nos-á bem questionar-nos acerca do que nos podemos privar a fim de ajudar e enriquecer a outros com a nossa pobreza. Não esqueçamos que a verdadeira pobreza dói: não seria válido um despojamento sem esta dimensão penitencial. Desconfio da esmola que não custa nem dói.
Pedimos a graça do Espírito Santo que nos permita ser « tidos por pobres, nós que enriquecemos a muitos; por nada tendo e, no entanto, tudo possuindo » (2 Cor 6,10). Que Ele sustente estes nossos propósitos e reforce em nós a atenção e solicitude pela miséria humana, para nos tornarmos misericordiosos e agentes de misericórdia. Com estes votos, asseguro a minha oração para que cada crente e cada comunidade eclesial percorra frutuosamente o itinerário quaresmal, e peço-vos que rezeis por mim. Que o Senhor vos abençoe e Nossa Senhora vos guarde!
Vaticano, 26 de Dezembro de 2013
Festa de Santo Estêvão, diácono e protomártir
FRANCISCUS

sábado, 1 de fevereiro de 2014

O amor é divino!

Como refletir sobre o amor? Quantos já não apontaram na direção do seu significado, e quantos não já perceberam sua essência verdadeira, que independente da forma nos vincula ao nosso Criador?

Temos na inspiração de Paulo em I Coríntios 13, creio que uma das melhores definições para o amor, mas quem irá esgotá-lo, e infelizmente muitos não buscam os textos bíblicos, impossibilitando-os de conhecerem a Verdade e o Amor na totalidade, por isso ainda assim nos aventuramos a discernir-lo.

O amor é objeto da busca incessante do homem, pois nele está sua felicidade e o sentido de sua própria existência, é algo que nos move desde os primórdios, que nos faz cometer exageros, romper limites, partilhar, criar, coexistir, sonhar, ir mais fundo em tudo e buscar de fato viver intensamente.

A ausência do amor trás profunda inquietação, dor e sofrimento, tristeza que corrói nossa alma e mina a dignidade humana, por tonar àquele que não o experimenta e vive, incompletos e distantes de nossa essência e do propósito de nossas vidas.

Não importa qual seja a definição de amor, sobre qual forma se pense, o amor plenifica o homem sempre!

É natural da pessoa humana esta busca incessante, pois lhe remete as suas raízes e a sua origem divina, e mesmo quando descobrimos e vivemos toda a intensidade das emoções associadas, ainda assim somos impelidos a buscar penetrar cada vez mais fundo neste mistério, com uma ânsia sem igual.

Gêneses 1: 27

Deus criou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher.


Em toda forma de amor, mesmo quando nossa pouca espiritualidade não nos permite perceber, ou  nossa consciência não alcança, estamos buscando à Deus, seja no relacionar-se, seja no fazer o bem e no cuidar, seja no tocar ou ao nos sentirmos tocados e amados, como centro de um ato de entrega e doação sincera.  

Deus está de fato no amor, e com o amor, nas relações sinceras que a partir do amor construímos, cultivamos e mantemos, assim a procura é sempre por Ele, pelo que está no mais íntimo de nós.

Até mesmo nos gestos de carinhos e de intimidade conjugal onde prevalece outra forma de amor, há também a manifestação do Pai, e a confirmação do propósito de sermos instrumento de perpetuação do ciclo que liga nossa vida à Deus, fazendo de nós como foi dito, sua imagem e semelhança real.

Não foi por acaso que a maior manifestação do amor (em sua plenitude), tenha partido de Deus e seja personificado por  Jesus Cristo, seu filho unigênito, que viveu e amou ao extremo, totalmente e incondicionalmente, por nós e para nós nos elevando a condição de irmãos através do amor, e nos deixou por legado sua Palavra e seu exemplo, o Evangelho do Amor, pautado pela doutrina da doação plena e irrestrita, pelo acolhimento, pela misericórdia, pelo perdão, pela unidade, pela verdade, pela fraternidade e compreensão, superando à tudo que se põem contrário ao amor maior do Pai.

João 0316

Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.

Toda esta dissertação é feita no intuito de transmitir uma mensagem maior, um entendimento, de que o amor verdadeiro (não importa o enfoque dado, nem os sentimentos associados) é àquele que nos faz pessoas melhores do que somos, e nos torna capaz de superar os obstáculos que as circunstâncias da vida e as pessoas nos impõem, aproximando-nos cada vez mais de Jesus e seus gestos, no agir, no pensar, no sentir e mesmo na forma de amar, para nos tornar um só com os que nos cercam, com os irmãos, com o Espírito de Deus, com Jesus Cristo e o próprio Deus.

Romanos 8:35-37


Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação? A angústia? A perseguição? A fome? A nudez? O perigo? A espada?
Realmente, está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte o dia inteiro; somos tratados como gado destinado ao matadouro.
Mas, em todas essas coisas, somos mais que vencedores pela virtude daquele que nos amou.

Então é possível perceber, que quando cedemos às dificuldades, e quando nos distanciamos de Deus também nos distanciamos do amor (do verdadeiro e pleno amor), e ao fechar os olhos e agir assim, muitas vezes nos entregamos a mentiras como formas de compensações ao que de fato devemos buscar, criando ilusões e projetos, vivendo e experimentando outras sensações, como se fossem amor, mas que não passam de sentimentos e sensações menores que disfarçamos: sejam desejos, paixões, prazeres, manifestações de egoísmo ou hipocrisia, mentiras e  encenações; que trazem uma satisfação limitada e passageira, pouco gratificantes à longo prazo, muito marcadas por relações distorcidas e conturbadas, efêmeras, que atendem a uns e não à outros, que machucam e fazem mais mal do que bem, mas que infelizmente tem sido oferecidas e recebidas na atualidade como remédio para nossas necessidades de amor e de amar, para a nossa necessidade de Deus em nós.

Seja qual for a forma: amor fraternal, amor filial, amor conjugal, etc.; e não importa com quem estejamos ou convivemos, o amor deve nos aproximar do bem comum e mais e mais de Deus, e isto se torna presente em nós em nossas vidas em todo momento, contagiando à todos, independentemente do que tenhamos que enfrentar e viver, pois o amor para ser perfeito exige sacrifícios e renúncias, que ao longo do tempo se tornam testemunho de nossa total entrega.

Não se trata apenas de uma questão filosófica, teológica, de espiritualidade, não é romantismo ou algo assim. 

Perceber o amor nestas bases e vivê-lo intensa e verdadeiramente, de fato nos torna melhor ou nos faz sentir melhor e estar efetivamente bem, até mesmo as ciências costumam afirmar isto, quando associam a vida mais longa e saudável, ou ao bem estar pessoal, por exemplo, com a opção de muitos que assim vivem com uma vida humilde, fraterna, altruísta ou religiosa (espiritualmente madura) e pautada no amor.  

I João 4:7-8

Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus, e todo o que ama é nascido de Deus e conhece a Deus.
Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor.


Difícil é compreender por que não aceitamos esta Verdade, simples e clara, e sendo nós de fato a imagem e semelhança do Criador,  por que tantas vezes resistimos ao Amor, resistimos a Deus, resistimos a nós mesmos, e buscamos por vezes algo distorcido e falso totalmente distante do amor e de nós mesmos.
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Não perdendo a percepção do que dissemos mais estendendo-a, vemos que:

Quanto ao amor que nos une a uma outro pessoa, o amor entre homem e mulher, sintetizando a reflexão e mantendo coerência do divino, sem perder a humanidade da relação, perceba que:

Enquanto acreditamos que amar é uma questão de satisfação de desejos e anseios pessoais, de realizar sonhos que não são compartilhados e não foram construídos a quatros mãos (no mínimo). A palavra amor não representa mais do que sensações vividas por personagens, de forma temporária, numa sucessão de erros e sentimentos negativos, que se repetem periodicamente com enredos parecidos.  Deixando marcas em nós como rastros, dores e tristes lembranças em todos que viveram uma mentira, e que inevitavelmente voltam a incomodar num breve espaço de tempo.

Amar exige uma busca no fundo do nosso coração, para encontrar os motivos sinceros e o que podemos oferecer de melhor a alguém, gratuita e despojadamente, e assim num gesto verdadeiro, ao nos entregar sem medo e restrições ao amor, uma única e definitiva vez,  sem qualquer garantia, mas na certeza de que não há felicidade nem plenitude, se na vida não nos doamos de verdade e se nosso amor não se espelha no que nos foi dado por nosso Deus.      

Por isso, por perceber a necessidade que há em difundir o amor, em fazer compreendê-lo através de Jesus, é que nós insistimos em propor o que há em I Coríntios 13:4-8

O amor é paciente,
o amor é prestativo;
não é invejoso, não se ostenta.
não se incha de orgulho.
Nada faz de inconveniente,
não procura seu próprio interesse,
não se irrita, não guarda rancor.
Não se alegra com a injustiça,
mas se regozija com a verdade.
Tudo desculpa, tudo crê,
tudo espera, tudo suporta.
O amor jamais passará.