Bem vindos! O Senhor precisa de nós em sua obra, participe!

O que nos inspirou a criar este espaço foi resumido pelas palavras de JESUS em João 12:46 à 50, e foi também nossa primeira postagem. Espero que possamos cumprir o propósito desta obra, que é: levar a palavra e a verdade ao alcance de todos, e poder propiciar um espaço destinado à paz, à caridade, ao conforto e ao convívio dos cristãos. Segundo a URLmétrica estamos na posição 605.892 (antes 599.772º há 5 anos) no ranking do Brasil, entre vários milhões de sites existentes! Mas segundo o Google, são 1.113 visitas no mês passado. Obrigado aos mais de 59,2 mil visitantes nos 8 anos e 8 meses, numa média de 569 acessos por mês. Obrigado Jesus!
FELIZ 2019 A TODOS QUE NOS VISITAM!

A grandiosidade de DEUS

A grandiosidade de DEUS
Via láctea, presente divino

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Droga, um problema de todos - por Dunga

Procuramos sempre passar aos nossos visitantes, palavras e informações que sejam edificantes, e que estejam alicerçadas ou comprometidas com os valores cristãos, em especial com o que nos legou Deus através das Sagradas Escrituras e de Jesus, mas também com a continuidade da obra dada através da Igreja.

Contudo isto não nos impede de levantar questões relativas aos problemas vividos em nossa sociedade, desde que sejam preservados os conceitos construídos pelo cristianismo, e respeitadas as posições da Igreja.

O que nos motivou a reproduzir o texto é a percepção que temos: de ser necessária uma ação fraterna e cristã para lutarmos contra este mal que já destruiu e cada vez mais destrói milhões  de pessoas em todo o mundo.

Entendemos que amar o próximo, é também possibilitar formas de restabelecer sua dignidade, de contribuir para livrá-lo dos vícios , de poder fazê-lo perceber sua importância diante de Deus e ajudá-lo a recuperar sua autoestima e sua vida, direcionando nossas ações a intervenções semelhantes as que promoveu Jesus ao tratar das mazelas humanas.

Achamos que o texto a seguir tem afinidade com a percepção que expomos, e que corresponde a uma atitude verdadeiramente cristã, decidimos então publicá-lo.

O texto asseguir foi copiado do portal da Canção Nova

Droga, um problema de todos

Eu saí das drogas pela força do acolhimento
A drogadição é um problema que atinge a todos e é responsabilidade de todos. Hoje, nosso país, capitais, cidades e bairros, pouco a pouco, estão sendo tragados pelo tráfico e pela violência que a droga traz. Um dia, esse problema pode estar batendo à sua porta - seja porta de um barraco, mansão, loja, indústria, igreja, escola, escritório.

Ninguém pode dizer: "esse problema não é meu", pois esse problema já é nosso. Então, por que nós todos não nos envolvemos na solução dessa situação que nos corrói aos poucos? Porque, talvez, muitos ainda vejam o problema só nos jornais escritos e falados e não supõem que, no quarto ao lado, dormindo com eles, chegando da escola ou até mesmo rezando com eles, essa pessoa já esteja nas drogas.

Estamos presenciando uma cena triste nos últimos dias. Os moradores de rua da Cracolândia, de maneira violenta, estão sendo expulsos, espalhados para outros lugares de São Paulo. Esta é a solução? É óbvio que não. Estamos apenas transferindo o problema para outra rua, outro bairro ou até mesmo outra cidade. Fica claro que outros ocuparão o mesmo lugar.

A Igreja atua com experiência concreta há anos, como é o caso das fazendas de recuperação, como a Fazenda Esperança, experiências ainda pouco conhecidas, infelizmente!

Recentemente, preguei para 600 adictos, em recuperação, da Fazenda Esperança do Frei Hans, em Guaratinguetá (SP), e lá encontrei homens e mulheres sedentos de uma segunda chance. Encararam o processo de restauração sabendo que, sem Deus, isso não é possível. Agora, quando se fala em Deus nesse trabalho de recuperação, alguns céticos podem, por um momento, dizer ou pensar que são amadores ou espiritualistas fazendo a parte que lhes cabe. Até nos admiram pelo empenho e dedicação, mas não acreditam que essa seja a solução.

A Igreja pode auxiliar a sociedade e o próprio Governo no processo de recuperação. E digo isso com a experiência no resgate de pais de família, jovens, homens e mulheres que dão testemunhos de como saíram dessa armadilha.

Governo e Igreja juntos parece utopia. Mas, não o é! O Governo tem os recursos e a Igreja tem a experiência já testada e comprovada. Eu mesmo sou fruto dessa força do bem! Eu saí das drogas pela força do acolhimento e da espiritualidade que a Igreja me ofereceu.
Se consultadas, as pessoas que estão há anos nesse trabalho trariam aos Governos, Nacional, Estadual e Municipal, uma “luz no fim do túnel”. Cuidaríamos dos doentes e eles cuidariam das fronteiras, do comércio ilegal de armas, carros roubados que são trocados por cocaína nas fronteiras, entre outros.

Usar da violência contra pessoas que estão doentes não é a solução. A repressão e a força, bem canalizadas, dão resultado, mas quando mal colocadas denigrem o ser humano. Acabam com o pouquinho de dignidade que lhe resta. Eu acredito que podemos vencer as drogas se nos unirmos. Nessa luta, repito: JUNTOS - Igreja e Governo – teremos a solução!
Dunga
Missionário da Comunidade Canção Nova
20/01/2012 - 08h50

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

O que há por trás da máscara que usamos?

Quantas pessoas você conhece, e que num dado momento deixou você surpreso ao revelar uma beleza maravilhosa?

Muitas vezes nos concentramos em observar a superfície, a aparência, e ela nem sempre é agradável de se ver, principalmente no que se refere as pessoas.  Não me refiro apenas aos aspectos físicos e estéticos, mas principalmente ao que percebemos em gestos, atitudes, comportamentos, pensamentos e expressões.

Outras vezes há naqueles que observamos ou convivemos, uma certa dificuldade em comunicar e apresentar quem realmente são, seja isto voluntário ou não, seja por timidez, por limitações próprias de cada pessoa, seja por que estes carregam em si marcas, mágoas, dores e frustrações, receios e experiências difíceis e que modificam sua aparência (não necessariamente física).

Há muitas outras facetas, nem sempre oriundas de uma situação ou condição negativa vivida, muitos guardam dentro de si sentimentos e perspectivas outras, que até para si mesmas é de difícil compreensão e/ou aceitação, e tornam limitado o conhecimento destas.

Muitas pessoas sejam por nossa inadequada percepção, e por nossa incompreensão, ou por sua incapacidade de lidar com suas experiências e expectativas, se apresentam como que mascaradas.  Infelizmente nós nem sempre percebemos isto, algumas vezes nem nos preocupamos em olhá-las com outros olhos, em compreendê-las, e nos prendemos as expressões que as máscaras nos apresentam, e muito mais as más do que as que são boas.

O propósito desta reflexão, é chamar a sua atenção para algo fundamental para um convívio com pessoas (qualquer que seja a forma de convívio).

Busque olhar as pessoas sempre além da superfície, além das máscaras, e não construa sua percepção sobre ela pelo que possa lhe apresentar a primeira vista, permita e incentive-a a mostrar o que nem sempre é facilmente revelado.  Faça isto desprovido de impressões baseadas em aparências, sem julgamentos, sem restrições e sempre buscando uma atitude sincera e acolhedora.

Geralmente as pessoas nos mostram o quanto são bonitas, quando nós as olhamos com os olhos de um verdadeiro cristão, com amor, ternura e verdade no coração.

Lembre-se do que fez Jesus: Ele sempre acolheu a todos com amor e com os olhos de quem ama, acreditando sempre no que havia de bom por trás das máscaras de cada um, e desta forma Jesus também modificava a forma como cada um via a si mesmo, ajudando-os a removerem as suas máscaras, e Ele não usava de falsidade ou hipocrisia, era sempre com a verdade, compreensão, humildade e plena caridade.

Para Jesus, havia uma pessoa bonita e merecedora de amor mesmo naqueles a quem a sociedade rejeitava, e que só precisavam serem olhados de uma outra forma e receberem uma nova oportunidade.  Jesus permitia que cada um descobrisse a si mesmo ao se deixar revelar verdadeiramente, foi assim com a mulher samaritana, com a pecadora e com tantos outros a quem Jesus amou.

Leiam  Lucas 07:36-50 e João 04:07-15

Façamos nós como Jesus: amar como Ele amou, sentir como Ele sentiu , sorrir como Ele sorria!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Pregação do Pe. Demétrio Gomes - Acampamento Revolução Jesus

Quem é Deus para mim?

Padre Demétrio Gomes
Foto: Mariana Lazarin/cancaonova.com
Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e ali perguntou aos discípulos: “Quem é que as pessoas dizem ser o Filho do Homem?” Eles responderam: “Alguns dizem que és João Batista; outros, Elias; outros ainda, Jeremias ou algum dos profetas”. “E vós”, retomou Jesus, “quem dizeis que eu sou?” (Mateus 16,13-15).

Hoje, podemos nos sentir interpelados por Deus, que nos pergunta: "E vós, quem dizeis que eu sou? Quem os homens dizem que é Filho do Homem?"

No mundo em que vivemos, muitas pessoas conhecem Jesus Cristo, falam d'Ele, mas será que nós sabemos quem é Jesus Cristo? Eu penso que não. Se fizéssemos uma pesquisa ao final de uma Santa Missa e perguntássemos às pessoas: "Quem é Jesus Cristo?" Ouviríamos respostas muito diferentes, porque cada um acha que Ele é uma determinada pessoa ou imagem, mas geralmente não é Aquele que se revela a nós. Se fizermos essa pergunta a alguém que tenha uma visão marxista, possivelmente ouviríamos: “Jesus Cristo é o grande revolucionário libertador, que nos libertou da opressão do Império Romano, que vem nos salvar das opressões políticas”. Se perguntarmos isso a um jovem, com certeza, ouviríamos: “Jesus Cristo é o cara!”, “É o meu amigão”. Mas muitas dessas visões são redutivistas, não expressam quem é o Senhor em toda Sua grandeza. O Senhor não é simplesmente o “meu amigo”, Ele é o Cristo, o Filho de Deus vivo.

Em muitos desses exemplos, a figura de Cristo é definida em relação a "mim". Ele é o "meu" libertador, o espírito de luz que veio para "me" iluminar. São sempre definições funcionais. Não interessa quem é Cristo em si mesmo, mas quem Ele é para "mim". Isso não é uma novidade na Teologia, na história da Igreja.

No século 16, Martinho Lutero dizia que a razão do homem estava tão corrompida pelo pecado que não podia perceber quem era Deus. “O que Jesus Cristo é em si mesmo não me importa, o que me importa é quem é Jesus para mim. E Ele é o salvador para mim”. Lutero ignora toda uma tradição da Igreja, pela qual tantos homens tiveram que morrer para defendê-la.

Uma visão funcional de Deus pode ser sempre substituída. Se Deus é sempre o meu amigo, posso encontrar um amigo aqui na terra e substituí-Lo. Grande parte do ateísmo contemporâneo é parte disso. Nós católicos não podemos ir à Missa porque ela nos faz bem, mas porque Deus é Deus e merece toda adoração. Não vamos à igreja para nos sentirmos bem, mas para dar o culto verdadeiro ao único Deus verdadeiro.

"Não vamos à igreja para nos sentirmos bem, mas para dar o culto verdadeiro ao único Deus verdadeiro."
Foto: Mariana Lazarin/cancaonova.com

Seria errado dizer que o Senhor é o meu libertador, o meu salvador, o meu amigo? Não, mas tudo é consequência daquilo que Deus é. Por isso interessa aqui descobrir um pouco mais sobre quem é esse Deus maravilhoso de que tanto os homens falam. Não seria petulante de nossa parte definir quem é o Senhor? Seria e não pretendo fazer isso. Nós podemos conhecer algo de Deus, mas não completamente. Deus é sempre cognoscível, mas não compreensível. Isso significa que podemos sempre conhecer algo do Senhor, mas não podemos esgotar tudo aquilo que Ele é na nossa pequena inteligência.

Deus é infinito, mas, quando o homem quer encaixá-Lo na sua pequena cabeça, entram aí as heresias. Então, como falar desse Deus cognoscível, mas não compreensível? Nós somos capazes de Deus, somos capazes de conhecê-Lo. O Catecismo da Igreja Católica (CIC) enumera algumas fontes. O primeiro meio é a obra da criação. O Senhor quando cria, deixa na criação a Sua pegada, os Seus rastros.

“Pois o que de Deus se pode conhecer é a eles manifesto, já que Deus mesmo lhes deu esse conhecimento.20.De fato, as perfeições invisíveis de Deus — não somente seu poder eterno, mas também a sua eterna divindade — são claramente conhecidas, através de suas obras, desde a criação do mundo. Portanto, eles não têm desculpa” (Romanos 1,19-20).

Através da beleza da criação, o homem chega ao seu Criador. Portanto, existe, sim, um meio racional para nos aproximarmos desse conhecimento de Deus. A Igreja exalta a razão humana, ela é uma das únicas vozes que se levantam para defender a razão do homem.

Papa João Paulo II, na Encíclica “Fé e Razão”, afirma que “a fé e a razão são como duas asas que nos elevam ao conhecimento de Deus”, portanto, ambas nos aproximam do Senhor. Por isso a Igreja nunca temerá a ciência, porque esta nunca poderá negar tudo aquilo em que ela crê. Por essa razão, se quisermos ser fiéis a Cristo, temos de aprender a pensar, a raciocinar, pois é sobre a razão que se assenta a nossa fé.

A fé não suprime a razão, mas a dilata, abre seus horizontes. Portanto, católicos: aprendam a rezar a sua fé, conheçam a doutrina da Igreja, que nos salva e nos dá a verdadeira e autêntica libertação.

No final deste ano de 2012, entraremos no 'Ano da Fé' a pedido do Papa Bento XVI. Ele tem reiterado aos católicos que estudem o Catecismo da Igreja Católica, que nos debrucemos sobre ele. Um católico que não estuda é um católico que não tem raízes. Não estudar é um pecado de omissão. Um católico que não estuda sua fé se torna um verdadeiro parasita na Igreja.

"A criação é ato do transbordamento do amor de Deus."
Foto: Mariana Lazarin/cancaonova.com


A poucos dias, o Papa Bento XVI fez um discurso aos diplomatas da Santa Sé e afirmou que as uniões do mesmo sexo implicam um grande desastre para a humanidade, porque homem com homem e mulher com mulher não dão seguimento à sociedade, aos homens, pois não podem gerar.

Caríssimos, o que nós católicos queremos é que os homens utilizem a sua razão. Essas críticas ao Papa e à Igreja são fundamentalistas. Amigos, usem a razão; se não podem alcançar a fé, façam uma força para pensar. Dialogue no plano da razão se você não for humilde o bastante para dialogar na fé. A razão, portanto, é um meio de conhecermos Deus, mas ela não está totalmente plena.

Existe um meio superior para conhecer a Deus que é a revelação. O que o Magistério da Igreja afirma que, embora possamos conhecer algo do Senhor, frequentemente nos equivocamos acerca d'Ele, por isso Ele vem ao homem e se revela a ele. A nossa religião nada de forma contrária às outras religiões, pois estas testemunham o homem que busca a Deus e, frequentemente, o fazem por caminhos errados. Mas nós falamos de Deus que se revela ao homem, que se dá a ele por meio de patriarcas e profetas.

O segundo meio de conhecimento de Deus é a fé. Podemos conhecer o Senhor graças à revelação. Quem é esse Deus a quem adoramos, que, se não Se revelasse, não O conheceríamos plenamente? Deus é amor e quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele. O Todo-poderoso se autodefine como amor.

Os filósofos neoplatônicos do século I diziam que o bem é difusivo por natureza, tende a se espalhar, ele se difunde, e Deus é o Sumo Bem. O amor também quer fazer com que outros seres participem do seu amor.

A criação é ato do transbordamento do amor de Deus. Tudo o que é criado só existe porque Deus ama. Inclusive o demônio é amado pelo Senhor, porque, se não o fosse, simplesmente desapareceria.

Foi por cada um de nós que Deus criou todo o universo. Toda a criação existe para o homem. Toda a natureza existe para que o homem cuide dela. Dentre as obras perfeitas do Senhor está a Virgem Maria, a obra mais perfeita que saiu das mãos do Senhor.

Ele cria tudo por nós, mas o homem O nega. O que mais impressiona é Deus praticamente "mendigar" o amor do homem. Ele não desiste de nós. O Senhor tem sede de que tenhamos sede d'Ele. Ele implora nosso amor e não podemos ficar indiferentes a esse amor. A razão de nossa alegria está no Senhor. Ele nos ama com amor eterno e isso nos basta. Só essa afirmação seria o bastante para curar todos os desamores que experimentamos ao longo da vida, seja com a família seja com os amigos.

Essa é a alegria de nossa vida. O Senhor nos ama com amor eterno e esse amor é totalmente gratuito. Se não tivéssemos isso claro, seríamos verdadeiros "voluntaristas", ou seja, sujeitos que fazem as coisas porque fazem, porque mandam-nos fazer, porque querem. Mas devemos rezar, porque os nossos sacrifícios nascem de um coração agradecido a Deus. Quando entendermos isso, pararemos de reclamar das dificuldades da vida, porque elas nos unem ao Senhor.

Quero pedir a você o firme propósito que o Papa tem nos pedido. Todos nós temos o firme compromisso de estudarmos o Catecismo da Igreja Católica e nos debruçarmos na doutrina sagrada.

Sejam católicos coerentes que amam o Senhor, não só com o coração, mas com toda a mente e com toda a força.

Transcrição e adaptação: Michelle Mimoso

Reproduzido do portal da Canção Nova em 13.01.2012